II CONTRASTE ENTRE A LEI MORAL E CERIMONIAL

Há passagens das cartas de Paulo em que ele deixa claro que existe mais de uma lei (Ef. 2:15; Rm. 3:31). Nestes dois textos citados Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras “tornar inoperante”, “fazer cessar”, “adastar” alguma coisa. “anular”, “abolir”. A uma igreja Paulo afirma que a lei foi desfeita e a outra, falando sobre a anulação da lei, ele exclama: “de maneira nenhuma”. Obviamente Paulo deve esta falando de duas leis diferentes. Vejamos, abaixo, alguns aspectos dessas leis.

1 – A Lei Moral (Ex. 20:1-17). A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamamos Lei de Deus. Esta lei vem da eternidade. Os princípios desta lei são a base do governo de Deus. Foi escrita pelo “dedo de Deus” em duas “tábuas de pedra” (Êx. 31:18), denotando, com isso, sua autoriza e tempo de duração (eterna). É denominada: “a Lei Real” (Tg. 2.8). Ela era guardada dentro Arca da Aliança, a qual foi vista por João, na sua visão, no templo de Deus (Êx. 40:20; Ap. 11:19). É uma lei perfeita (Sl. 19:7,8). Nem tampouco é anulada pela fé (Rm. 3:31).

2 – Lei Cerimonial (Ef. 2:15; Cl. 2:14). A Lei Cerimonial continha sete sábados semanais (Lv. 23;27; 23:32); foi desfeita por Cristo em seu sacrifício. Foi escrita por Moisés num livr, o qual foi colocado ao lado da Arca da Aliança (Dt. 31:9,24-26), denotando com isso a temporalidade da lei, frequentemente chamada de “Lei de Moisés” - título dados aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento (Atos 15:5), veio a existir depois da queda do homem. A Lei Cerimonial “nenhuma coisa aperfeiçoou” (Hb. 7:19). Esta lei “consistia em manjares e bebidas, e várias abulções e justificações da carne” e sacrifícios, destinava-se a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus (Hb. 9:10). com Sua morte, essa lei foi “cravada na cruz”; era transitória (Hb. 10.1)

A LEI DE DEUS

Um dos assuntos mais importantes da teologia bíblica é a Lei. Este tema tem chamado a atenção de estudiosos desde o início da história do cristianismo.
Na língua hebraica a palavra “lei” tem um sentido bastante abrangente designando um ensinamento dado por Deus para regular a conduta do homem. Pode se dizer que a lei, dada a Israel sob a liderança de Moisés, é o eixo central do qual circula toda a vida do povo escolhido por Deus.
A lei dos mandamentos também ocupa papel importante no Novo Testamento. Em resumo, pode-se dizer que, na visão do Novo Testamento (especialmente nos escritos de Paulo), ela tem o objetivo de apontar para Cristo, o único que pode salvar. “Porque a finalidade da Lei é Cristo, para justificação de todo o que crê”. (Rm. 10:4, A Bíblia de Jerusalém).
Este estudo tem o objetivo, ainda que resumidamente, ver um pouco do que a Bíblia ensina sobre a Lei de Deus.

I – A CLASSIFICAÇÃO DA LEI.

Mesmo um exame superficial dos textos que falam sobre este assunto, é capaz de mostrar como a lei do povo de Israel era ampla o bastante para cobrir uma vasta área de atividades. Um certo estudioso da Bíblia sugeriu que a lei do Antigo Testamento pode, significativamente, dividir-se em três aspectos: Cerimonial (as observâncias rituais que apontavam para a frente, para a expiação final em Cristo); Judicial ou Civil (as leis que Deus prescreveu para uso no governo civil de Israel), e Moral (corpo de preceitos morais de aplicação universal, permanente, a toda a humanidade). Poderíamos ainda classificarmos a Lei da seguinte forma:

1 – Criminal ou Civil – Os aspectos, dessa lei, abrange os preceitos dados a Israel para o governo do seu estado civil. Previa, inclusive, pena de morte para alguns delitos. (Êx. 21:12,15,17:18,20;Lv. 20:10-16,27, etc.).

2 – Circunstancial – Lei que deveria ser aplicada conforme o caso, circunstancia ou a situação. Geralmente inicia-se com um “se”, que transmite ideia de condição. Os seguintes textos dão vários exemplos de leis circunstanciais (Êx. 22:1-17; Dt. 15:12-17).

3 – Familiar – A instituição familiar tinha peso na vida do povo de Israel. Por isso havia leis que regulamentavam, por exemplo, o castigo aos filhos rebeldes (Dt. 21.15-21), a castidade e o casamento (Dt. 22:13-30), herança dos filhos primogênitos.

4 – Cerimonial – Outro aspecto importantíssimo da vida de Israel era o culto ao Senhor. Diversas leis, que tratavam do ritual do culto abrangiam os vários sacrifícios e ritos cerimoniais que serviram com figuras ou tipos que apontavam para o Redentor vindouro, conforme Hebreus nos capítulos 7 à 10. Vários textos do Antigo Testamento confirmam que os israelitas tinham concepção do significado espiritual desses ritos e cerimoniais (Lv. 20:25,26; Sl. 26:6; 51:17; Is. 1:16). diversos textos do Novo Testamento diferenciam o aspecto cerimonial da lei e apontam para o seu cumprimento em Cristo (Ef. 2:14,15; Hb. 7:26-28; 9.9-15; 10:1-12).

5 – Sanitárias e alimentar – Havia também as chamadas “leis sanitárias”, que regulamentavam sobre a higiene, a alimentação, etc. Como exemplos de leis sanitárias e alimentos podem citar as coletânias de leis aparecem em Levítico.

6 – Caridade – Outra característica da lei de Israel, que frequentemente é ignorada, é o aspecto humanitário que ela apresenta. Estas leis incluíam proteção aos fracos – viúvas, órfãos, levitas e estrangeiros (Êx. 22:21-24); justiça para com os pobres (Ex. 22:25); imparcialidade (Ex. 23:6-8); generosidade por ocasião da colheita (Lv. 19.9-10); respeito pelas pessoas e pela propriedade, mesmo de um inimigo (Ex. 23:4;5); o pagamento imediato de salários ganhos pelo trabalhador contratado (Lv. 19:13); sensibilidade para com as pessoas de quem se tomavam objetos com penhor (Ex. 22:26,27); consideração para com as pessoas recém-casadas (Dt. 20:5-7; 24:5) e até mesmo cuidado para com os animais, domésticos e selvagem, e com as árvores frutíferas (Dt. 20:19,20; 22;6,7; 25:4).

7 – Moral – Diz respeito aos Dez Mandamentos (Ex. 20:1-17). Esta lei reflete a natureza e perfeição moral de Deus. Uma vez que a natureza moral de Deus permanece inalterável, Sua lei também o é, e ela é tão aplicável ao crente moderno quanto o foi aos crentes aos quais foi dada. O cristão está justificado do poder condenador da lei (Rm. 8:1-3), mas ainda permanece sob a sua ordem de obediência como guia para a vida reta diante de Deus (Rm. 3.31; I Co, 6:9-20).


II CONTRASTE ENTRE A LEI MORAL E CERIMONIAL

Há passagens das cartas de Paulo em que ele deixa claro que existe mais de uma lei (Ef. 2:15; Rm. 3:31). Nestes dois textos citados Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras “tornar inoperante”, “fazer cessar”, “adastar” alguma coisa. “anular”, “abolir”. A uma igreja Paulo afirma que a lei foi desfeita e a outra, falando sobre a anulação da lei, ele exclama: “de maneira nenhuma”. Obviamente Paulo deve esta falando de duas leis diferentes. Vejamos, abaixo, alguns aspectos dessas leis.

1 – A Lei Moral (Ex. 20:1-17). A Lei Moral, os Dez Mandamentos, chamamos Lei de Deus. Esta lei vem da eternidade. Os princípios desta lei são a base do governo de Deus. Foi escrita pelo “dedo de Deus” em duas “tábuas de pedra” (Êx. 31:18), denotando, com isso, sua autoriza e tempo de duração (eterna). É denominada: “a Lei Real” (Tg. 2.8). Ela era guardada dentro Arca da Aliança, a qual foi vista por João, na sua visão, no templo de Deus (Êx. 40:20; Ap. 11:19). É uma lei perfeita (Sl. 19:7,8). Nem tampouco é anulada pela fé (Rm. 3:31).

2 – Lei Cerimonial (Ef. 2:15; Cl. 2:14). A Lei Cerimonial continha sete sábados semanais (Lv. 23;27; 23:32); foi desfeita por Cristo em seu sacrifício. Foi escrita por Moisés num livr, o qual foi colocado ao lado da Arca da Aliança (Dt. 31:9,24-26), denotando com isso a temporalidade da lei, frequentemente chamada de “Lei de Moisés” - título dados aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento (Atos 15:5), veio a existir depois da queda do homem. A Lei Cerimonial “nenhuma coisa aperfeiçoou” (Hb. 7:19). Esta lei “consistia em manjares e bebidas, e várias abulções e justificações da carne” e sacrifícios, destinava-se a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus (Hb. 9:10). com Sua morte, essa lei foi “cravada na cruz”; era transitória (Hb. 10.1)


III – A NATUREZA DA LEI DE DEUS.

1 - A lei é eterna e imutável (Mt. 5:18). A expressão do versículo citado deixa evidente o fato irrefutável de que a lei é eterna. É eterna porque se baseia na imutável natureza de Deus e nas relações permanentes do homem sobre a terra.

2 – A lei é santa e justa (Rm. 7:12). O mandamento é santo por origem, visto que provém de Deus, justo por natureza, uma vez que expressa a Sua vontade; bom em seus efeitos, visto que serve ao Seu propósito de levar o homem à sua origem santa.

3 – A lei é espiritual (Rm. 7:14). Conforme o pensamento hebraico, o que é espiritual está ao lado de Deus, assim como o que é carnal esta ao lado do homem. O homem espiritual pode cumprir a lei (Rm. 8:1-4).

4 – A lei é boa (Rm. 7:16; I Tm. 1:8) Paulo enfatiza um ponto muito importante “a lei é boa”. O que Paulo deseja dizer com essa afirmação é que ela desmacara o pecado, isto é, mostra a pecaminosidade humana. É coisa boa, pois, alerta-nos que o pecado é um instrumento que produz a morte.


CRISTO E A LEI

1 – Jesus viveu sob a Lei (Gl. 4:4,5). Cristo nasceu e viveu no período anterior à cruz, em que a lei era a principal revelação de Deus à humanidade. Ele veio fazer a revelaçao suprema, mas viveu como judeu, sob o sistema judaico. Durante Sua vida terrestre Ele submeteu-se a todos os preceitos da Lei (Jo. 15:10). Foi bem sucedido naquilo em que todos os outros fracassaram: cumpriu perfeitamente a justiça da Lei.

2 - Jesus não ab-rogou a Lei (Mt. 5:17-19). Estes versículos constituem uma resposta tanto para as acusações farisaicas de que Jesus estava destruindo “a lei e os profetas” (as duas partes do Antigo Testamento), com também desmentindo a ideia de que a liberdade em Cristo significava abolição da Lei. Ele não veio para abolir, mas para cumprir. Cumprir não significa apenas levar a efeito as predições, mas a realização da intenção da Lei e dos Profetas. A salvação é dádiva de Deus em misericórdia e perdão, mas os Seus requisitos por isso não perdem a força.

3 – Jesus resumiu a Lei em dois mandamento (M. 22:34-40). Os fariseus haviam descoberto que as leis eram em número de 613, sendo que 365 proibições e 248 mandamentos positivos. Jesus ao citar Deut. 6:5, faz do amor não apenas o grande mandamento, mas também a essência e cumprimento da lei e e dos profetas. Isso significa que, ao executarmos a lei de amor para com Deus (do primeiro ao quarto mandamento) e ao próximo (do quinta ao décimo mandamento), todas as leis de Deus são cumpridas, pois aquela é a essência da Lei (Rm. 13:8-10).

III – LEI E GRAÇA NO ANTIGO TESTAMENTO



Muitas pessoas não conseguem perceber que a lei e a graça revelam o mesmo aspecto da natureza divina. Se por um lado a lei revela a justiça~e santidade de Deus, por outro, a Graça revela o seu lado misericordioso, amoroso e benigno. A graça sempre se manifestou aos homens, mesmo no antigo testamento.

1 – A graça no jardim do Éden (Gn. 3:15; II Tm. 1:9). A graça já era plano de Deus antes mesmo da quedo do homem. No Éden encontramos a promessa de um salvador e Redentor da humanidade. Este Salvador poria fim ao poder de Satanás em enganar a humanidade, conduzindo-a ao pecado.

2 – A graça de Deus na morte do cordeiro (Gn. 3:21; Ap. 13:8). Por causa do pecado do homem um cordeiro teve de ser sacrificado. O sangue de um inocente foi derramado e a pele do animal serviu como vestimenta (justiça). Este cordeiro, de acordo com João, é a prefiguração de Jesus Cristo que morreria em nosso lugar (Jo. 1:29), manifestando dessa forma a graça de Deus (perdão, clemência, favor divino imerecido pelo homem).

3 – A graça de Deus na vida de Davi (Sl. 32:1,2; 51:1-12). Estes dois salmos foram escritos por Davi. Ao perceber o pecado que havia cometido e a iminência de perder a presença do Espírito Santo ele clama pela misericórdia de Deus. Misericórdia (hessed, no hebraico) temo seu correspondente etimológico na palavra grega “charis”. Isto é “misericórdia” no hebraico é a mesma palavra “graça” do Novo Testamento.

IV – DEBAIXO DA GRAÇA E NÃO DA LEI.

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus devem precaver-se: O primeiro é o de tomar em consideração as sua próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de conseguirem a salvação (Ef. 2:5-9, Rm. 11:6). O erro oposto é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da Graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

1 – Debaixo da lei (Rm. 6.14a). Que significa a frase “debaixo da lei”? É evidente que em certo sentido todos os homens, a raça humana toda, estão debaixo da lei de Deus, debaixo de sua jurisdição, de seu domínio, uma vez que a Terra pertence a Deus e é parte de seu universo. Certamente Paulo não queria dizer que os cristãos não estão debaixo da lei nesse sentido. Logo a frase “não estais debaixo da lei” deve significar “não debaixo da condenação da lei” já que a pessoa está em Cristo (Rm. 8:1).

2 – Debaixo da graça (Rm. 6:14b). Que significa estar “debaixo da graça”? Uma vez que a graça é definida como favor, disposição de mostrar bondade, clemência, misericórdia, perdão, favor divino imerecido pelo homem, o estar “debaixo da graça” significa estar sob o favor de Deus, sob Sua misericórdia, sob Seu perdão.

II – A IMPORTÂNCIA DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ


1 – A salvação vem pela graça (Rm. 3.23,24). Tão somente através da graça vem a salvação. O pecador é incapaz de ajudar-se a si próprio, quanto mais pensar em sua própria salvação. A ideia da salvação foi concebida por Deus, e do céu ele enviou Seu filho para nos salvar. Portanto, salvação, é obrar divina, completa e perfeita (Ef. 2:8,9). A graça é “Dom” de Deus, ou seja uma dádiva, um presente para a humanidade (Rm. 6:23).

2 – A vida cristã depende da Graça (Tt. 2.11-14). Ignorar a graça de Deus na vida cristã é um grave erro, pois é pela graça que somos salvos, e é através dela que vivemos. Veja o que Paulo diz em Col. 2.6: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.”. Como se recebe Jesus como salvador? Pela graça. A sua salvação depende única e exclusivamente da graça e toda sua vida deve ser baseada nela.

3 – A graça é liberdade para crescer (II Pd. 3.18). Um aspecto fundamental para a compreensão da vida cristã é o de que todo mundo nasce débil, pequeno e ignorante (sem conhecimento). A graça então nos proporciona o ambiente ideal para o crescimento espiritual

4 – A graça enriquece e informa (I Co. 1:4,5,26). A vida dos coríntios é marcada pela graça de Deus. Embora os coríntios sejam, em sua maioria, materialmente pobres, pela graça de Deus, são espiritualmente ricos, porque foram enriquecidos em “toda Palavra e em todo conhecimento (compreensão espiritual)”.

5 – A graça é o poder pelo qual os cristãos realizam boas obras (II Co. 9:8,14). Paulo afirma que Deus nos propicia os meios para agirmos generosamente, corretamente com relação às outras pessoas. A lição do texto é de que só podemos dar aquilo que recebemos diretamente de Deus.


A GRAÇA DE DEUS


Um dos mais belos aspectos da fé cristã é o da graça de Deus. A palavra graça vem do grego “charis” (ocorre 156 vezes no Novo Testamento) e significa favor imerecido, referindo-se sempre ao infinito amor de Deus e a tudo que Seu amor O levou a fazer para a nossa salvação. A graça de Deus não somente abrange o imerecido favor estendido aos pecadores, mas também a dádiva de poder habilitar Seus filhos a cumprirem a Sua vontade. Sobre este assunto existem três posições teológicas, sendo que duas são extremas, e uma moderada.

1 – DOUTRINAS SOBRE A GRAÇA

1 – A doutrina da segurança eterna (Rm. 6:1,2; Jd. 4). Esta doutrina garante que, uma vez aceito o pecador como filho de Deus, nada do que ele venha fazer o pode arrebatar de Sua mãos. Se assim fosse, a graça de Deus não passaria de simples licença para pecar.

2 – A doutrina da salvação pelas obras. (Gl. 5:4). Há os que temem a graça de Deus; que suspeitam da bondade divina. Para eles a santificação é resultado de um esforço de sua própria vontade, condicionada a sua salvação na obediência à lista de proibições e regulamentos ensinados pela sua igreja.

3 – A doutrina da salvação pela graça (II Co. 8:9). em Adão todos nós herdamos o pecado e perdemos o direito da vida eterna. Porém, em Jesus Cristo veio a este mundo para atribuir-nos este direito.


II – A IMPORTÂNCIA DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ

1 – A salvação vem pela graça (Rm. 3.23,24). Tão somente através da graça vem a salvação. O pecador é incapaz de ajudar-se a si próprio, quanto mais pensar em sua própria salvação. A ideia da salvação foi concebida por Deus, e do céu ele enviou Seu filho para nos salvar. Portanto, salvação, é obrar divina, completa e perfeita (Ef. 2:8,9). A graça é “Dom” de Deus, ou seja uma dádiva, um presente para a humanidade (Rm. 6:23).

2 – A vida cristã depende da Graça (Tt. 2.11-14). Ignorar a graça de Deus na vida cristã é um grave erro, pois é pela graça que somos salvos, e é através dela que vivemos. Veja o que Paulo diz em Col. 2.6: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.”. Como se recebe Jesus como salvador? Pela graça. A sua salvação depende única e exclusivamente da graça e toda sua vida deve ser baseada nela.

3 – A graça é liberdade para crescer (II Pd. 3.18). Um aspecto fundamental para a compreensão da vida cristã é o de que todo mundo nasce débil, pequeno e ignorante (sem conhecimento). A graça então nos proporciona o ambiente ideal para o crescimento espiritual

4 – A graça enriquece e informa (I Co. 1:4,5,26). A vida dos coríntios é marcada pela graça de Deus. Embora os coríntios sejam, em sua maioria, materialmente pobres, pela graça de Deus, são espiritualmente ricos, porque foram enriquecidos em “toda Palavra e em todo conhecimento (compreensão espiritual)”.

5 – A graça é o poder pelo qual os cristãos realizam boas obras (II Co. 9:8,14). Paulo afirma que Deus nos propicia os meios para agirmos generosamente, corretamente com relação às outras pessoas. A lição do texto é de que só podemos dar aquilo que recebemos diretamente de Deus.



III – LEI E GRAÇA NO ANTIGO TESTAMENTO

Muitas pessoas não conseguem perceber que a lei e a graça revelam o mesmo aspecto da natureza divina. Se por um lado a lei revela a justiça~e santidade de Deus, por outro, a Graça revela o seu lado misericordioso, amoroso e benigno. A graça sempre se manifestou aos homens, mesmo no antigo testamento.

1 – A graça no jardim do Éden (Gn. 3:15; II Tm. 1:9). A graça já era plano de Deus antes mesmo da quedo do homem. No Éden encontramos a promessa de um salvador e Redentor da humanidade. Este Salvador poria fim ao poder de Satanás em enganar a humanidade, conduzindo-a ao pecado.

2 – A graça de Deus na morte do cordeiro (Gn. 3:21; Ap. 13:8). Por causa do pecado do homem um cordeiro teve de ser sacrificado. O sangue de um inocente foi derramado e a pele do animal serviu como vestimenta (justiça). Este cordeiro, de acordo com João, é a prefiguração de Jesus Cristo que morreria em nosso lugar (Jo. 1:29), manifestando dessa forma a graça de Deus (perdão, clemência, favor divino imerecido pelo homem).

3 – A graça de Deus na vida de Davi (Sl. 32:1,2; 51:1-12). Estes dois salmos foram escritos por Davi. Ao perceber o pecado que havia cometido e a iminência de perder a presença do Espírito Santo ele clama pela misericórdia de Deus. Misericórdia (hessed, no hebraico) temo seu correspondente etimológico na palavra grega “charis”. Isto é “misericórdia” no hebraico é a mesma palavra “graça” do Novo Testamento.

IV – DEBAIXO DA GRAÇA E NÃO DA LEI.

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus devem precaver-se: O primeiro é o de tomar em consideração as sua próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de conseguirem a salvação (Ef. 2:5-9, Rm. 11:6). O erro oposto é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da Graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

1 – Debaixo da lei (Rm. 6.14a). Que significa a frase “debaixo da lei”? É evidente que em certo sentido todos os homens, a raça humana toda, estão debaixo da lei de Deus, debaixo de sua jurisdição, de seu domínio, uma vez que a Terra pertence a Deus e é parte de seu universo. Certamente Paulo não queria dizer que os cristãos não estão debaixo da lei nesse sentido. Logo a frase “não estais debaixo da lei” deve significar “não debaixo da condenação da lei” já que a pessoa está em Cristo (Rm. 8:1).

2 – Debaixo da graça (Rm. 6:14b). Que significa estar “debaixo da graça”? Uma vez que a graça é definida como favor, disposição de mostrar bondade, clemência, misericórdia, perdão, favor divino imerecido pelo homem, o estar “debaixo da graça” significa estar sob o favor de Deus, sob Sua misericórdia, sob Seu perdão.


VI – A MANEIRA CORRETA DO USO DOS DONS ESPIRITUAIS


Conforme o apóstolo Paulo, ou os dons são usados com amor, ou serão ineficazes para a Igreja (I Co. 13.1-13). O capítulo 14 de I Coríntios expõe os seguintes princípios para esse desempenho espiritual:

1 – Valor proporcional (vs. 5-10). Os coríntios haviam-se inclinado demasiadamente para o Dom de Línguas, certamente por causa da sua natureza espetacular. Paulo lembra-lhes que a interpretação e a profecia eram necessárias para que o povo pudesse ter conhecimento inteligente do que se estava dizendo.
2 – Sabedoria (v. 20). Paulo diz: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento”. E, outras palavras: “Usai o senso comum. Não sejais como crianças em vossa capacidade intelectual.”

3 – Autodomínio (v. 32). Aquele que possui o dom de línguas e profecia pode dominar sua expansão e falar unicamente a Deus, quanto tal domínio seja necessário.

4 – Suscetível de ensino (vs. 36,37). Infere-se desses versos que alguns dos coríntios haviam ficado ofendidos pela crítica construtiva de seus dirigentes.

5 – Ordem (v. 40). O Espírito Santo não inspirará aquilo que seja desordenado e vergonhoso. Quando o Espírito Santo está operando, há uma comoção e harmonia, de tal forma que todos que participam são edificados.

V – O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS


1 – Para “um fim proveitoso” (I Co. 12:7), Para unificar o Corpo – os membros da igreja (I Co. 12.11-26). Para edificar a congregação (I Co. 14:12,26). Para julgar (I co. 12:25).

2 – Edificação (I Co. 14:12,13). O propósito dos dons é a edificação da igreja para encorajar os crentes e converter os descrentes (Atos 1:8).

3 – Para que o mundo veja os sinais (Mc. 16:15-18; Hb. 2:4). Para manifestar a glória de Jesus (Jo. 2:11). Para confirmar a Escritura e aumentar a fé (Jo. 2:22,23). Para convencer e converter (I Co. 14:24,25). Para testificar de Jesus (Jo. 10:25). Para a Glória de Deus (Mt. 9:8). Para confirmação de Jesus como o Messias (Mt. 11:2-6). Para mostrar a natureza compassiva de Jesus (Mt. 14:14).

O QUE OS OLHOS VEEM O CORAÇÃO SENTE


“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.” Deuteronômio 30:19.

Uma das coisas que me surpreendo cada vez que leio a Palavra de Deus é que Deus tem promessas não só para mim, mas também para a minha descendência. Outra coisa que me impressiona é que toda vez que Deus traz uma repreensão logo em seguida Ele nos traz uma proposta de vida. Deus é tremendo, que bom seria se seu povo ouvisse mais a sua voz, e se este povo seguisse seus conselhos, em Deuteronômio 30:19 afirma que Deus tem colocado diante de todos nós dois caminhos, isso prova para nós que ele quer uma decisão voluntária, desprendida, eles nos deixa totalmente à vontade para tomar nossas decisões, existe dois caminhos a vida e a morte, a benção e a maldição. A vida é um caminho Dele, proposto por Ele, a morte é do inimigo, e Eles nos dá uma dica muito importante:  Escolhe, pois a vida, quando escolhemos a vida nós vivemos  e a nossa descendência também. Porque passamos a ser um canal de vida, quem recebe vida doa vida e quem recebe morte doa morte. Qual será a tua decisão?

O que você está olhando?
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas”! Mateus 6:22-23.
O que você tem visto traz edificação para sua vida? Ajuda você espiritualmente? Profissionalmente? Faz bem para sua mente? Para o seu coração? Para sua família? Para sua vida? Será que o que você tem visto caracteriza você como crente? Tem feito de você alguém diferente para melhor? Jesus nos fala que através dos olhos que será iluminado nosso corpo, ou seja, aquilo que eu estou vendo influencia de maneira poderosa o meu ser, os meus pensamentos e meu modo de viver. Isso significa que preciso ter uma boa visão, uma visão que me proporcione vida. Se eu olhar para tudo com olhar de crítica tudo será ruim, se eu olho para tudo tentando extrair algo de bom tudo será bom, porém há de se ter um cuidado extremo, tem coisas que são excessivamente ruins. E é ai que o inimigo trabalha, ele faz com que uma coisa ruim pareça boa para nós até ao ponto de nos convencer que aquilo não é tão ruim assim, logo quando estou convencido disso, aquilo se torna real em minha vida aí o meu corpo será tenebroso e a luz que há em mim se transformará em trevas, portanto, cuidado com o que você vê.

O que tem dominado você?
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. I Corintios 10:23.
Nem tudo me convêm, significa utilizar o bom senso. Em nossa vida com Cristo precisamos selecionar nossas opções, precisamos nos analisar da seguinte forma: “Será que Jesus faria o que eu estou fazendo? Será que Jesus veria o que eu estou vendo? Será que Ele falaria da mesma forma que eu falo? Será que Ele usaria as mesmas palavras que uso? Será que Ele trataria as pessoas da mesma forma que eu trato?” Estes são questionamentos que devem ter em nossa mente antes de tomarmos qualquer decisão. Quem somos nós? “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. I Pedro 2:9. Não somos mais como antes, fomos gerados novamente em Cristo e por isso temos que tomar atitudes diferentes, somos geração eleita por Deus, o sacerdócio real, somos ministros de Deus nessa terra, temos a mente de Cristo, somos uma nação exclusiva, pois fomos chamados das trevas para maravilhosa luz, portanto o nosso dever é espargir luz, é fazer a diferença.
Cada dia que passa as coisas vão piorando, pessoas não querem mais amar, todos correm atrás daquilo que satisfazem a si mesmos não se importando se para isso tem que pisar, humilhar e destruir alguns, a vida não tem mais valor, o poder, a cobiça,  a ganância, tem ocupado o coração e a mente das pessoas de tal modo que cada vez mais os seres humanos são mais egoístas não se importando com os outros, e sobre isso a Bíblia nos fala: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. II Timóteo 4:3-4. Este texto é bem claro, não suportarão a verdade, não chama mais atenção, não tem graça, não é mais interessante, não tem mais valor, e o que tem valor é aquilo que penso que é melhor pra mim e não o que a Palavra de Deus diz. Criamos para nós doutores segundo nossa própria vontade, damos mais importância aquilo que a sociedade, a ciência, a medicina e tudo mais dizem do que a Palavra de Deus, pensamos até mesmo que somos fortes e sabemos o que estamos fazendo e muitos se desviam porque estão fracos.
O que você tem visto tem edificado você?
“Não é boa a vossa jactância (vanglória). Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” I Corintios 5:6.
Por pensar que era forte Sansão enfrentou o pecado e morreu junto com seus inimigos, Davi enfrentou o pecado e adulterou e trouxe para si terríveis consequências, Saul pensou que podia reinar sem o comando de Deus e suicidou-se na guerra.  “Examinar tudo, retendo o bem. Abstinham da aparência do mal.”
I Tessalonicenses 5:21-23, pensando assim, José fugiu da aparência do mal e não adulterou com a esposa de Potifar e posteriormente Deus o abençoou grandemente. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4:8.
Cuidado com o mau, ele pode parecer bom.
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.”  II Corintios 11.14
“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” I  Pedro 5:8.
“Não deis lugar ao diabo.” Efésios 4:27
A Bíblia mostra para nós com muita autenticidade o caráter de satanás, ele é mentiroso, é capaz de destruir, matar e roubar. Ele é capaz de tudo para fazer com que você saia da presença de Deus, satanás tem planos para sua vida. Não podemos dar lugar nem ouvir a voz dele, ele está falando nos rádios, televisões, nos vídeos games, na internet, ele atua nas coisas que compramos, comemos, bebemos, no que vestimos, lemos e vemos. Ele tem grande poder e não podemos subestimá-lo, nossa vida não é brincadeira, não estamos vivendo num mundo bonzinho com grande planos e projetos sociais que vão mudar nossa vida, não se iluda não há esperança para esse mundo, o único que pode transmitir esperança é Jesus. Por isso, querido irmão faça como fez o salmista “Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei. Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero.  Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se pegará a mim.  Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau”. Salmos 101:1-3.
Por isso não se esqueça: você pode escolher hoje a benção ou a maldição, a vida ou a morte, a escolha é sua, a Palavra do Senhor é clara.
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei. Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o SENHOR por nome, e por sinal eterno, que nunca se apagará. “ Isaías 55:8-13.

Creia no Senhor e faça a diferença.
Muita Paz!!!





 

IV – DONS DE EXPRESSÃO – 1 CORÍNTIOS 12:10


1 – Profecia. Falar claramente, anunciar. A profecia, geralmente falando, é expressão vocal inspirada pelo Espírito Santo. A profecia bíblica pode ser mediante revelação da Palavra do Senhor. Pode também ser extática, uma expressão de inspiração do momento (Atos 11.27,28; 13:1,2; 21:10,11). Significa também falar numa linguagem do poder do Espírito Santo. O propósito deste dom é edificar, exortar, confortar, instruir, consolar (I Co. 14.3,4,31). As profecias devem ser julgadas (I Co. 14.29) mas não desprezadas (I Ts. 5.20).

2 – Línguas. Também conhecida como “variedade de línguas” O Dom de Línguas é o Poder de falar uma sobrenaturalmente em uma língua nunca aprendida por quem fala, sendo essa língua feita inteligível aos ouvintes por meio do Dom igualmente sobrenatural da interpretação. Seu próposito: para sinais (Mc. 16.17), Para edificação pessoal (I Co 14.4) Para edificação, no culto público (I Co 14:12,13, 26-28,39,40).

3 – Interpretação de línguas. Explicar, tonar conhecido o sentido da língua ou a sua significação. O propósito do dom de interpretação é tornar inteligíveis as expressões do êxtase inspiradas pelo Espírito Santo que se pronunciaram em uma língua desconhecida da grada maioria presente. Repetindo-se claramente na língua comum ao povo congregado (I Co. 14:5).

III – DONS DE PODER


1 - Fé (I Co 12.9). Este Dom é uma dotação especial do poder do Espírito, Parece vir sobre alguns servos de Deus em tempos de crise e oportunidades especiais duma maneira tão poderosa, que não deixa dúvidas de que foi a ação de Deus que se fez presente, Podemos dizer que é esse tipo de fé que nos dá a palavra da divina autoridade (Mc. 11:22,23).

2 – Milagres (I Co 12:10,28). literalmente: Poder de Deus, poder dinâmico, força divina. Um poder sobrenatural, onde o poder divino é manifestado fora do comum, extraordinariamente. Outras palavras são usadas para designar esse dom: maravilhas, sinais, prodígios. (Atos 5:12-1; 19;11,12; Rm. 15:19).

3 – Dons de Curar (I Co 12:9,28). Literalmente: Livramento das doenças, das piores enfermidades, males incuráveis. Dizer que uma pessoa tenha os dons, significa que são usados por Deus duma maneira sobrenatural para dar saúde aos enfermos por meio da oração. Não se deve entender que quem possui esse dom tenha o poder de curar a todos: deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo (Mt. 8:16,17; Atos 9:32-35).

II – DONS DE REVELAÇÃO



1 - Palavra da sabedoria (I Co 12.8). Por esta expressão entende-se pronunciamento ou declaração de sabedoria. Revelação ou expressão de Deus, análoga à ocasião. Necessidade de conhecer e saber “como” (Ef. 1:17-19; 3:5; II Pd. 3:15; Tg; 3:17).

2 – Palavra do conhecimento (I Co 12.8). É um pronunciamento ou declaração de fatos, inspirado dum modo sobrenatural. Em suma é saber algo que Deus sabe, saber acerca de Deus, ou acerca de outras pessoas, ou situações, e que vem somente por revelação divina (I Co. 1:5; II Co. 8:7; Ef. 1:17; Atos 10:19,20; 5:1-5).

3 – Discernimento de espírito (I Co 12.10). Este dom dá capacidade à pessoa para distinguir, para julgar se é o Espírito de Deus que está atuando ou não na vida de uma pessoa. Esse dom capacita o possuidor para “enxergar” todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza duma inspiração ou ação (Atos 16:16-18).

DONS ESPIRITUAIS


Introdução: Neste estudo, nos propomos a demonstrar a importância dos dons espirituais. Segundo alguns expoentes, os dons dividem-se em ordinários e extraordinários. Na primeira classificação incluem-se os dons de natureza comum. Na segunda encontramos aqueles dons de caráter sobrenatural. Esses dons extraordinários são aqueles nove alistados em I Coríntios 12:8-10; 1) palavra de sabedoria. 2) palavra do conhecimento, 3) fé, 4) cura, 5) operação de milagres, 6) profecia, 7) discernimento de espíritos, 8) variedade de línguas, 9) interpretação de línguas.

I – DIVERSIDADE DE DONS.

O Apóstolo Paulo, comentando sobre os dons espirituais, afirmou: “Ora já diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”. E ele continua dizendo: “E há diversidade de operações, mas o mesmo Deus que opera tudo em todos” (I Co. 12:4,6). Esta lista de dons, seguindo termos funcionais, podem ser divididos em três grupos, conforme segue abaixo:

1 – Dons de Revelação. Revelação. Revelar significa: Tirar o véu,; desvelar; fazer conhecer; divulgar; fazer conhecer sobrenaturalmente. Incluem a Palavra da ciência, Palavra da Sabedoria e o Discernimento de espíritos.

2 – Dons de Poder. Trata-se da virtude do Espírito; concedem poder para agir sobrenaturalmente. Incluem os Dons de Curar, Operação de Maravilhas e Fé.

3 – Dons de Expressão. Expressão, nesse caso, refere-se à capacidade para falar de maneira sobrenatural. Incluem a Variedade de Línguas, Interpretação das Línguas e Profecia.


II – DONS DE REVELAÇÃO

1 - Palavra da sabedoria (I Co 12.8). Por esta expressão entende-se pronunciamento ou declaração de sabedoria. Revelação ou expressão de Deus, análoga à ocasião. Necessidade de conhecer e saber “como” (Ef. 1:17-19; 3:5; II Pd. 3:15; Tg; 3:17).

2 – Palavra do conhecimento (I Co 12.8). É um pronunciamento ou declaração de fatos, inspirado dum modo sobrenatural. Em suma é saber algo que Deus sabe, saber acerca de Deus, ou acerca de outras pessoas, ou situações, e que vem somente por revelação divina (I Co. 1:5; II Co. 8:7; Ef. 1:17; Atos 10:19,20; 5:1-5).

3 – Discernimento de espírito (I Co 12.10). Este dom dá capacidade à pessoa para distinguir, para julgar se é o Espírito de Deus que está atuando ou não na vida de uma pessoa. Esse dom capacita o possuidor para “enxergar” todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza duma inspiração ou ação (Atos 16:16-18).


III – DONS DE PODER

1 - Fé (I Co 12.9). Este Dom é uma dotação especial do poder do Espírito, Parece vir sobre alguns servos de Deus em tempos de crise e oportunidades especiais duma maneira tão poderosa, que não deixa dúvidas de que foi a ação de Deus que se fez presente, Podemos dizer que é esse tipo de fé que nos dá a palavra da divina autoridade (Mc. 11:22,23).

2 – Milagres (I Co 12:10,28). literalmente: Poder de Deus, poder dinâmico, força divina. Um poder sobrenatural, onde o poder divino é manifestado fora do comum, extraordinariamente. Outras palavras são usadas para designar esse dom: maravilhas, sinais, prodígios. (Atos 5:12-1; 19;11,12; Rm. 15:19).

3 – Dons de Curar (I Co 12:9,28). Literalmente: Livramento das doenças, das piores enfermidades, males incuráveis. Dizer que uma pessoa tenha os dons, significa que são usados por Deus duma maneira sobrenatural para dar saúde aos enfermos por meio da oração. Não se deve entender que quem possui esse dom tenha o poder de curar a todos: deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo (Mt. 8:16,17; Atos 9:32-35).


IV – DONS DE EXPRESSÃO – 1 CORÍNTIOS 12:10

1 – Profecia. Falar claramente, anunciar. A profecia, geralmente falando, é expressão vocal inspirada pelo Espírito Santo. A profecia bíblica pode ser mediante revelação da Palavra do Senhor. Pode também ser extática, uma expressão de inspiração do momento (Atos 11.27,28; 13:1,2; 21:10,11). Significa também falar numa linguagem do poder do Espírito Santo. O propósito deste dom é edificar, exortar, confortar, instruir, consolar (I Co. 14.3,4,31). As profecias devem ser julgadas (I Co. 14.29) mas não desprezadas (I Ts. 5.20).

2 – Línguas. Também conhecida como “variedade de línguas” O Dom de Línguas é o Poder de falar uma sobrenaturalmente em uma língua nunca aprendida por quem fala, sendo essa língua feita inteligível aos ouvintes por meio do Dom igualmente sobrenatural da interpretação. Seu próposito: para sinais (Mc. 16.17), Para edificação pessoal (I Co 14.4) Para edificação, no culto público (I Co 14:12,13, 26-28,39,40).

3 – Interpretação de línguas. Explicar, tonar conhecido o sentido da língua ou a sua significação. O propósito do dom de interpretação é tornar inteligíveis as expressões do êxtase inspiradas pelo Espírito Santo que se pronunciaram em uma língua desconhecida da grada maioria presente. Repetindo-se claramente na língua comum ao povo congregado (I Co. 14:5).

V – O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS

1 – Para “um fim proveitoso” (I Co. 12:7), Para unificar o Corpo – os membros da igreja (I Co. 12.11-26). Para edificar a congregação (I Co. 14:12,26). Para julgar (I co. 12:25).

2 – Edificação (I Co. 14:12,13). O propósito dos dons é a edificação da igreja para encorajar os crentes e converter os descrentes (Atos 1:8).

3 – Para que o mundo veja os sinais (Mc. 16:15-18; Hb. 2:4). Para manifestar a glória de Jesus (Jo. 2:11). Para confirmar a Escritura e aumentar a fé (Jo. 2:22,23). Para convencer e converter (I Co. 14:24,25). Para testificar de Jesus (Jo. 10:25). Para a Glória de Deus (Mt. 9:8). Para confirmação de Jesus como o Messias (Mt. 11:2-6). Para mostrar a natureza compassiva de Jesus (Mt. 14:14).


VI – A MANEIRA CORRETA DO USO DOS DONS ESPIRITUAIS

Conforme o apóstolo Paulo, ou os dons são usados com amor, ou serão ineficazes para a Igreja (I Co. 13.1-13). O capítulo 14 de I Coríntios expõe os seguintes princípios para esse desempenho espiritual:

1 – Valor proporcional (vs. 5-10). Os coríntios haviam-se inclinado demasiadamente para o Dom de Línguas, certamente por causa da sua natureza espetacular. Paulo lembra-lhes que a interpretação e a profecia eram necessárias para que o povo pudesse ter conhecimento inteligente do que se estava dizendo.
2 – Sabedoria (v. 20). Paulo diz: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento”. E, outras palavras: “Usai o senso comum. Não sejais como crianças em vossa capacidade intelectual.”

3 – Autodomínio (v. 32). Aquele que possui o dom de línguas e profecia pode dominar sua expansão e falar unicamente a Deus, quanto tal domínio seja necessário.

4 – Suscetível de ensino (vs. 36,37). Infere-se desses versos que alguns dos coríntios haviam ficado ofendidos pela crítica construtiva de seus dirigentes.

5 – Ordem (v. 40). O Espírito Santo não inspirará aquilo que seja desordenado e vergonhoso. Quando o Espírito Santo está operando, há uma comoção e harmonia, de tal forma que todos que participam são edificados.

COMO RECEBER O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO



1 – Precisamos crer em Cristo (Mc. 16:17-18). Para receber o batismo no Espírito Santo, o indivíduo tem que crer em Jesus, pois é impossível que uma pessoa não creia nEle e receba esse batismo (Jo. 14:16, 17); Rm. 8.16).

2 – Devemos obedecer a Deus (Atos 5.32). O texto é enfático: Deus só pode conceder esse dom aqueles que lhe obedecem. Se existe qualquer elemento de rebelião no coração do indivíduo, primeiro terá de acertar as contas por meio de uma entrega total a Deus, confessando seus pecados e sendo purificado dos mesmos. (Is. 59.1,2; I Jo. 1:7).

3 – Devemos pedir o Espírito Santo (Lc. 11:13). Aqui se vê a bondade, a generosidade, a disposição e a imparcialidade do nosso Pai celestial. Ele pode dar o Espírito Santo a todos os que lho pedirem (Atos 2:39).

4 – Devemos crer (Jo. 7:39; Gl. 3:14). A fé em Deus consiste numa total ausência de dependência de nós mesmos ou de outros, e no conhecimento de que só Deus tem aquilo de que precisamos e desejamos. Temos de acreditar que ele dará seus dons de graça, e que dará livremente na medida em que satisfizermos as condições por ele impostas e pedirmos individualmente os dons prometidos.